Claude Costa participa de reunião junto com centraisda UNICOPAS para elaborar propostas para plano de governo
O ano de 2026 será marcado pelas Eleições Gerais no Brasil, pleito que celebra os 41 anos da redemocratização do país e garante que a vontade popular demonstrada nas urnas seja soberana, a partir da escolha de candidaturas que representam modelos de desenvolvimento social, econômico, tecnológico e socioambiental, sínteses que são expressas nos planos de governo.
4/10/20263 min read


O ano de 2026 será marcado pelas Eleições Gerais no Brasil, pleito que celebra os 41 anos da
redemocratização do país e garante que a vontade popular demonstrada nas urnas seja
soberana, a partir da escolha de candidaturas que representam modelos de desenvolvimento
social, econômico, tecnológico e socioambiental, sínteses que são expressas nos planos de
governo.
Pensando neste cenário, a Rede Unicopas está mobilizada para organizar e propor, por meio
de um documento a ser encaminhado à coordenação de campanha presidencial, caminhos
para o cooperativismo solidário, bem como, para o fortalecimento da economia popular e
solidária, nos planos de governo.
“A partir desse documento queremos influenciar quem está coordenando a campanha, para
que avancem incluindo nossas propostas no plano de governo, para que nossas propostas
sejam discutidas e aprofundadas. Tivemos avanços significativos nesse último período, mas a
gente precisa avançar muito mais. O nosso cooperativismo solidário tem um espaço
importante no Brasil”, afirmou o presidente da Unicopas, Gervásio Plucinski.
Desafios jurídicos e legais
O grupo discutiu o cenário atual do cooperativismo solidário e economia popular e solidária,
a partir dos desafios jurídicos e legais, com provocações e apontamentos iniciais feitas pelo
assessor jurídico da Unicopas, Daniel Rech e do assessor jurídico da Unicrab, Diego
Vedovatto.
“Há absoluta necessidade de avançar em relação ao que se refere à legislação, tendo em vista
a viabilidade da atuação das organizações populares, no que se refere, especialmente ao
campo tributário e fiscal”, afirma Daniel Rech.
As principais legislações que regem o cooperativismo no Brasil não comportam as
necessidades e especificidades do cooperativismo solidário, este é o caso da Lei Geral das
Cooperativas (No 5.764/1971), e da Lei sobre a organização e o funcionamento das
Cooperativas de Trabalho (No 12.690/2012).
Entre os desafios apontados, destacam-se a constatação de que as organizações da sociedade
civil estão em uma situação de fragilidade, sem avanços significativos, especialmente após
um governo progressista; a existência de burocracia excessiva para a criação de cooperativas,
que se configura em grande complexidade de acesso a iniciativas econômicas para os setores
populares; a compreensão de que cooperativismo solidário carece de uma legislação
específica que o reconheça e promova, além de tratamento tributário específico; a
continuidade do crescimento de forças conservadoras na política, com apoio popular a
candidatos sem compromisso com causas sociais, o que representa uma ameaça ao progresso
das organizações sociais.
Mais políticas públicas uma das mesas do encontro foi composta por Gilberto de Carvalho, que recentemente
assumiu a coordenação de campanha para reeleição do Presidente Lula. Carvalho cuidará da
agenda de diálogo do candidato com os movimentos sociais.
“Nós teremos, no mínimo até o mês de julho, para dar a nossa contribuição para o programa
de governo. É fundamental que a Unicopas, que reúne o que há de mais dinâmico na
economia solidária, apresente a sua proposta. Temos que colocar, de fato, a economia
solidária como uma estratégia de desenvolvimento econômico e sociopolítico do país”,
destacou Carvalho.
A proposta que será apresentada pela Unicopas também contará com acúmulos vindos de
outros parceiros no tema como o Fórum Brasileiro da Economia Solidária (FBES) e a
Secretaria Nacional de Economia Popular e Solidária (Senaes), dialogando com o Plano
Nacional de Economia Solidária, Programa Coopera Mais Brasil e as Políticas Públicas para
o Cooperativismo e Economia Solidária na Agricultura Familiar, além dos acúmulos
sistematizados da 30a Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre
Mudança do Clima (COP30).
O encontro para reunir os elementos e dar continuidade à elaboração de propostas para planos
de governo aconteceu no dias 9 e 10 de abril, em Brasília (DF) e contou com participação de
representantes das quatro centrais que integram a Unicopas (Unicafes, Unisol, Unicrab,
Unicatadores) e de convidados que estão discutindo a pauta do fortalecimento do
cooperativismo solidário e da economia popular solidária, como o secretário da Senaes,
Fernando Zamban, da Secretária de Abastecimento, Cooperativismo e Soberania Alimentar
(MDA), Ana Terra Reis, do Secretário de Agricultura Familiar e Agroecologia (MDA),
Vanderley Ziger e da Diretora de Inovação para a Produção Familiar e Transição
Agroecológica (MDA), Vivian Libório de Almeida.
Em breve a Unicopas vai divulgar o documento final e organizar a entrega para candidatos e
coordenações de campanhas.